Tuesday, February 26, 2008

Lucro dos bancos nos EUA é o menor desde 1991

Os lucros dos bancos nos Estados Unidos caíram no último trimestre do ano passado ao nível mais baixo desde o final de 1991, com os bancos declarando baixas contábeis de seus ativos podres e destinando mais recursos para cobrir possíveis calotes. A FIDC (Federal Deposit Insurance Corporation), que garante os depósitos bancários, informou que os bancos divulgaram lucro líquido de US$ 5,8 bilhões no quarto trimestre de 2007, o que representa uma queda de 83,5% em relação ao lucro que as instituições com garantias federais anunciaram no quarto trimestre de 2006.
A agência disse que os problemas foram disseminados, com mais de metade de todos os bancos informando lucro líquido menor no quarto trimestre na comparação com igual período de 2006. Um em cada quatro bancos com ativos acima de US$ 10 bilhões apresentou prejuízo líquido no quarto trimestre.
Os resultados do ano inteiro foram igualmente fracos. Os bancos garantidos pela FDIC apresentaram lucro líquido de US$ 105,5 bilhões em 2007, um declínio de 27,4% sobre o recorde de US$ 145,2 bilhões apresentado pelo setor em 2006. A agência disse que menos da metade dos bancos comerciais e instituições de poupança apresentou aumento no lucro líquido no ano de 2007, uma tendência que pode continuar em 2008.
"A fraqueza no setor de moradia e o aperto do crédito nos mercados financeiros fizeram (de 2007) um momento muito desafiador para muitas instituições", afirmou a presidente da FDIC, Sheila Bair em comunicado. "E podemos esperar a continuidade destes problemas em 2008." (leia mais) Agência Estado

Monday, February 25, 2008

Toyota x Bolas de Golfe

No centro de treinamento da Toyota, instalado dentro de seu complexo de montagem em Motomachi, conhecido como Cidade Toyota, os operários se exercitam com bolas de golfe para reduzir a tensão dos dedos antes que aprendam novas técnicas de produção.
Segurando duas bolas em cada mão, eles tentam fazer com que elas girem em direções diferentes, algo que requer considerável concentração.
A Toyota considera seus centros de treinamento - este e o de Georgetown, Kentucky, além de outros planejados para outros locais do planeta - como uma importante ferramenta em seus preparativos para a próxima fase importante de seu crescimento.
Com fábricas em 27 países, novas fábricas em construção e funcionários que falam idiomas como russo e turco, os principais executivos da Toyota estão se esforçando por promover um equilíbrio complexo: reproduzir o sucesso e os princípios operacionais da empresa em novos países e ao mesmo tempo transferir parcela maior do poder a essas novas unidades. (leia mais) Invertia

Saturday, February 23, 2008

Vivo e Claro recuam, TIM e Oi avançam

As Vivo e Claro perderam mercado em janeiro enquanto as rivais TIM e Oi ampliaram suas carteiras.
Enquanto a Vivo, que não opera em todo o território nacional, saiu de participação de 27,68 por cento em dezembro para 27,44 por cento no mês passado, a Claro, da América Móvil, perdeu 0,15 ponto percentual no período, para 24,84 por cento.
No sentido oposto, TIM e Oi avançaram. A operadora do grupo Telecom Italia que opera em todo o país teve crescimento de 0,25 ponto percentual em sua participação, para 26,10 por cento. A Oi subiu de 13,21 para 13,32 por cento.
No período, o mercado brasileiro de telefonia celular viu sua base de linhas crescer 1,55 por cento, para 122,86 milhões.
"A política de subsídios seletivos e focados em clientes sofisticados parece que não tem desestimulado o forte avanço da base móvel, o que indica que a demanda por serviço celular de fato encontra-se aquecida", informou a corretora Ativa em relatório ao mercado.
Em termos de adições líquidas de clientes, a TIM registrou participação de cerca 42 por cento e foi seguida pela Oi, com 20 por cento. Para a corretora Brascan, "a TIM foi o destaque do mês, contribuindo com 42,2 por cento das adições líquidas, o que consideramos positivo para a companhia". (leia mais) Info

Thursday, February 21, 2008

O carro mais barato do mundo?

Conheça o Nano e seu criador

Ratan Naval Tata é o maior empresário da Índia e tem uma longa história de sucesso no mundo dos negócios. Seu emprendedorismo social é lendário. Mas, após lançar o carro de US$ 2,5 mil, pode entrar para a história como o homem que mudou a indústria automotiva.
A expectativa é de que o Nano faça pela Tata Motors o que o Ford T e o Fusca fizeram no passado pela Ford e pela Volkswagen, respectivamente. Se as vendas se multiplicarem, a Tata Motors será alçada à condição de gigante mundial. Estudo da consultoria americana AT Kearney estima que, só na Índia, serão vendidos 300 milhões de carros chamados ultrapopulares até 2020. Isso sem falar em países com as mesmas características, como China, México e Brasil. A consultoria Booz Allen Hamilton prevê que o mercado para esse tipo de veículo possa chegar a 1 bilhão de unidades em 12 anos. É mais do que o número de automóveis circulando hoje pelo planeta. Para atender à demanda, a Tata Motors está montando uma fábrica no estado de West Bengal, com capacidade anual de produção de até 350 mil carros.
Foto: Tata Nano

De olho no potencial desse mercado, outras montadoras já manifestaram seu interesse em desenvolver um carro similar ao Nano. A mais empolgada parece ser a Renault-Nissan, que tem como presidente o brasileiro (e, portanto, conhecedor das demandas de mercado de países em desenvolvimento) Carlos Ghosn. Ele acaba de anunciar uma parceria com a Bajaj Auto, produtora indiana de motos, e espera apresentar pelo menos um esboço do que será o seu modelo de US$ 3 mil até o fim do ano. "Se a Tata conseguiu fazer um carro assim, nós também conseguimos", diz Ghosn.

Foto: Ratan Naval Tata
Capitão da Índia industrial e grande astro nacional do mundo dos negócios, Ratan Tata é um homem discreto. Ele não figura na lista de bilionários da Forbes - teria "apenas" US$ 300 milhões guardados no banco. Não bebe, não fuma e não costuma ser flagrado em festanças por paparazzi das colunas sociais. (leia mais) Época Negócios

Wednesday, February 20, 2008

Embraer fecha venda de até US$ 1,1 bi com Jetscape

A Embraer informou hoje que a companhia americana Jetscape irá adquirir 10 de seus jatos Embraer 190, um negócio que soma US$ 375 milhões. A compra inclui a opção para aquisição de mais 10 jatos e a aquisição de direitos sobre outras 10 aeronaves, elevando o total do acordo para US$ 1,1 bilhão. (leia mais) Cynthia Decloedt

Tuesday, February 19, 2008

PF do Rio descarta hipótese de furto comum na Petrobras

O diretor-geral da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Valdino Jacinto Caetano, afirmou hoje que a hipótese de roubo comum praticamente caiu por terra nas investigações sobre o furto de informações sigilosas da Petrobras. Segundo ele, os bandidos deixaram outros computadores no contêiner, o que reforça a tese de espionagem industrial.
O diretor da PF não soube informar qual o conteúdo das informações, nem de qual plataforma elas saíram. Ele disse apenas que a carga deixou uma sonda na Bacia de Santos, no dia 18 de janeiro, chegando no mesmo dia ao terminal Poliportos, no Rio. No dia 25, o contêiner deixou o terminal com destino a Macaé (RJ), onde chegou no dia 30 de janeiro. Caetano também não soube explicar o porquê de o transporte até Macaé ter demorado tanto tempo, quando uma viagem de carro no mesmo percurso leva em torno de três horas.
Um outro fato que reforça a tese de espionagem industrial é que a Petrobras havia relatado um caso semelhante há um ano. Na época, a empresa avaliou que as informações não tinham tanta importância, e por isso, o caso foi investigado pela Polícia Civil. Segundo o diretor, os responsáveis pela investigação atual pedirão detalhes sobre este incidente.
Caetano defendeu a atuação da PF no caso, a despeito das críticas à lentidão no processo de abertura do inquérito. Segundo ele, a superintendência da PF foi avisada do furto no dia 1º de fevereiro. "No sábado de carnaval enviamos um perito a Macaé para fazer o seu laudo". Ele contou que, no primeiro dia útil após o carnaval, a superintendência mandou uma ordem para que a regional de Macaé abrisse o inquérito, o que foi feito no dia seguinte, dia 7.
O superintendente voltou a criticar o sistema de segurança da Petrobras, a exemplo de nota divulgada ontem pelo Ministério da Justiça. Segundo ele, o transporte da carga não tinha os anteparos necessários de segurança, além de permitir o acesso a um grande número de pessoas. "Se fosse para proteger apenas o escritório, o sistema seria ideal, mas para transportar informações estratégicas é falho", disse.
Há informações de que o mesmo o cadeado para trancar o contêiner poderia ser aberto por uma senha idêntica a de outros cadeados. Ainda segundo o diretor da PF no Rio, a cena do crime foi modificada por funcionários das empresas, provavelmente por falta de conhecimento sobre como funciona uma perícia policial. "Isso nos tira uma ferramenta que poderia nos ajudar nas investigações, mas não impede que tenhamos um laudo do que foi encontrado no local", afirmou. (leia mais)Nicola Pamplona

Vendas de computadores pessoais cresceram 38% em 2007

O Brasil será o terceiro maior mercado em vendas de computadores pessoais (PC's) até o final de 2010, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. A previsão é da consultoria IDC. O motivo para tal otimismo é o crescimento de 38% das vendas de desktops e notebooks no País em 2007, para 10,7 milhões de unidades, o que coloca o Brasil na quinta posição mundial em volume de vendas de computadores pessoais.
Segundo o estudo Brazil Quarterly PC Tracker, da IDC, o maior salto foi dos notebooks, com alta de 153% nas vendas em comparação com 2006, totalizando 1,5 milhão de unidades no ano passado. Na avaliação da IDC, o motivo é o maior número de competidores no mercado, preços mais baixos e planos de financiamento extensos.
As vendas de desktops cresceram 28% sobre 2006, para 9,1 milhões de equipamentos. Para o resultado contribuiu a estratégia da indústria de lançar modelos com monitores de cristal líquido (LCD) e pacotes promocionais com operadoras de telefonia para banda larga.
Hoje, o maior mercado para computadores do mundo pertence aos EUA, com 64 milhões de unidades vendidas, seguido pela China, com 36 milhões; Japão (13 milhões) e Reino Unido (11,2 milhões). A Índia ocupa o nono lugar, com 6,4 milhões de computadores.
Por região, na América Latina, o Brasil é líder, com 47,3% de participação, seguido pelo México, com uma fatia de 19,5% dos PCs comercializados. (leia mais) Agência Estado